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Parto e cura: mãe com COVID-19 e filho prematuro saem recuperados de UTIs de hospital equipado com doação

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Maria Jeane Lobato, de 31 anos, teve COVID-19 grávida. Temeu pelo pior, mas hoje celebra sua saúde e a do bebê

Parto e cura: mãe com COVID-19 e filho prematuro saem recuperados de UTIs de hospital equipado com doação

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Técnica em enfermagem do Hospital Universitário da Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís, Maria Jeane Lobato, 31 anos, contraiu o coronavírus ironicamente fora do ambiente hospitalar. Grávida de 30 semanas, ela estava de licença na casa da mãe, onde também funciona um comércio, quando todos os familiares começaram a adoecer.

"Senti sintomas gripais e cheguei ao hospital com 40 graus de febre", conta. Dois dias depois, com a saturação de oxigênio a minguados 69% e uma sensível piora no quadro, Jeane passou a temer pelo pior. "Tive medo de morrer com o bebê dentro de mim", diz.

Para salvar a mãe e a criança, os médicos fizeram uma cesariana não prevista, no dia 24 de abril, após 31 semanas de gestação. Quando nasceu, em vez de se aninhar no peito materno, Josué seguiu direto para a UTI neonatal. Enquanto isso, Jeane voltou para a UTI de COVID-19, sem nem conhecer o filho. Nos dias que se seguiram, ela continuou tendo notícias dele, mas só conseguia vê-lo pela tela do celular.

Jeane ficou oito dias na UTI e mais uma semana na enfermaria. Então, finalmente pôde ver e segurar seu único filho, que tinha acabado de sair do isolamento e dos cuidados intensivos após o nascimento prematuro. "Hoje, estou recuperada, mas faço terapia por causa do trauma. Não pude amamentar meu filho, porque o leite não desceu", diz Jeane.

Nas duas semanas em que ficou na UTI neonatal, Josué contou com uma estrutura que incluía três ventiladores mecânicos doados pelo programa #TodoCuidadoConta. A campanha, da Raia Drogasil, apoia 50 hospitais brasileiros que estão na linha de frente do combate à COVID-19, com recursos que totalizam R$ 25 milhões. Com a sua parte, o Hospital Universitário da UFMA ainda comprou duas máquinas de hemodiálise, uma osmose reversa e dois oxímetros de pulso.

A médica Marynéa Vale diz que os novos equipamentos vão servir para atender muitos pacientes, mesmo após a pandemia

Para Jeane, esse tipo de apoio é fundamental para salvar vidas. "Sem essas doações, outros bebês e crianças não teriam o atendimento necessário", afirma ela. "A ajuda é muito importante, porque a falta desses equipamentos impactou o aumento da mortalidade nos hospitais", diz Marynéa Vale, chefe da Unidade de Cuidados Intensivos Perinatais do HU-UFMA. "E são aparelhos que não se limitam ao tempo da pandemia, mas servirão a muitos pacientes que necessitam de internação em UTI".

"A ajuda é muito importante, porque a falta desses equipamentos impactou o aumento da mortalidade nos hospitais"

SAIBA MAIS SOBRE ESSA DOAÇÃO

Hospital Universitário da UFMA

São Luís MA

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