Em falta no mercado, sedativos para pacientes intubados por COVID-19 são doados a hospital do MS

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A enfermeira Sheila Cristina Lima, 37, ficou internada e se recuperou no mesmo hospital onde trabalha

A enfermeira Sheila Cristina Lima, 37, ficou internada e se recuperou no mesmo hospital onde trabalha

Em falta no mercado, sedativos para pacientes intubados por COVID-19 são doados a hospital do MS

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O tratamento oferecido a Sheila Cristina Lima, de 37 anos, para a COVID-19 parece uma lista interminável: "Antibióticos, dexametasona, acetilcisteína. Dipirona, omeprazol, buscopan, heparina. Fisioterapia, oxigenoterapia, gasometria", enumera.

Sheila ficou quatro dias internada no Hospital Evangélico Dr. e Sra. Goldsby King, em Dourados (MS), onde ela também trabalha como enfermeira. Sheila não guarda boas recordações, especialmente da gasometria. Indicado para doenças pulmonares obstrutivas, esse exame de pH, saturação de oxigênio e pressão de gases é feito com a coleta do sangue arterial, tirado de uma veia mais grossa e profunda, em vez do venoso. "Dói muito", ela reclama.

Coordenador da enfermaria de COVID-19 do Goldsby King, o médico Pedro Avelino Anno, de 38 anos, sabe que a contaminação da enfermeira foi só mais uma entre tantas nas equipes dos hospitais. "Para alguns profissionais de saúde, essa missão lhes custou a vida", lamenta, frisando que a pandemia foi a primeira que a sua geração de médicos conheceu de perto. "A última vez que estivemos diante de uma doença desconhecida, sem tratamento e tão grave quanto esta, foi nas décadas de 80 e 90, com o vírus HIV e a aids".

Em apoio a esses profissionais da linha de frente, o Hospital Evangélico Dr. e Sra. Goldsby King, hoje gerido pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie, recebeu um importante auxílio na forma de 10 monitores multiparâmetros e centenas de medicamentos para o tratamento de COVID-19. Os insumos foram doados pela Raia Drogasil em sua campanha #TodoCuidadoConta, que vem destinando R$ 25 milhões em aparelhos e suprimentos a 50 hospitais do país para o combate ao coronavírus.

"Com essa doação, a maior que recebemos na pandemia, o hospital pôde ampliar os atendimentos e leitos do SUS, ofertando um tratamento digno à população", celebra Pedro. "Os monitores são fundamentais para o acompanhamento dos pacientes em tempo integral, possibilitando intervenções imediatas frente à piora de alguns parâmetros. Entre os medicamentos doados, alguns dos sedativos e bloqueadores neuromusculares usados para a ventilação invasiva estão em falta no mercado".

A enfermeira Sheila, que ainda se recupera da perda de olfato e paladar, se sente grata como profissional e paciente. "Dispor dos materiais certos é de suma importância para o sucesso do tratamento. Por isso, aquela frase que ainda me causa nó na garganta – "Eu venci COVID-19!" – também é da Raia Drogasil".

"Com essa doação, a maior que recebemos na pandemia, o hospital pôde ofertar um tratamento digno à população"

SAIBA MAIS SOBRE ESSA DOAÇÃO

Hospital Evangélico Dr. e Sra. Goldsby King

Dourados MS

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