Doação de aparelhos para UTI de COVID-19 afasta risco de desassistência em hospital de MG

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O coordenador de enfermagem Bruno Leroy destaca a importância da doação para seu "maior desafio da carreira"

O coordenador de enfermagem Bruno Leroy destaca a importância da doação para seu "maior desafio da carreira"

Doação de aparelhos para UTI de COVID-19 afasta risco de desassistência em hospital de MG

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Começou com um inchaço nos pés, seguido de diarreia, febre, tosse e falta de ar. Fraco e trêmulo, o comerciante Arilson da Conceição, 68 anos, decidiu buscar ajuda na Unidade de Pronto Atendimento de Sete Lagoas (MG), onde mora. Encaminhado ao Hospital Nossa Senhora das Graças, foi diagnosticado com pneumonia e COVID-19. Em estado grave, em menos de 24 horas estava na UTI para ser sedado e intubado.

Nos 28 dias seguintes, a vida de Arilson foi uma página em branco. "Não lembro de nada", conta. Nesse período – de 12 de setembro a 10 de outubro –, coube a Margarida da Conceição Mendes sofrer com o drama do marido. "Falava todos os dias com o hospital, e as notícias eram horríveis: 'grave', 'gravíssimo', 'chance de óbito de 50%, 70%'", relata.

Sedado, Arilson foi submetido às mais diversas terapias para COVID-19. No 18º dia de UTI, o tubo de ventilação foi tirado e recolocado pelo pescoço, por meio de uma traqueostomia, para não prejudicar mais as cordas vocais. "Essa doença acabou comigo", conta o comerciante, que até o começo de novembro seguia acamado em casa, se recuperando.

Para o médico Aloísio Nascimento, coordenador da UTI de COVID-19 do hospital, os pacientes com fatores de risco – como Arilson, por causa da idade – são os que tendem a demandar mais da estrutura hospitalar. "São eles que geralmente vão necessitar de assistência respiratória e hemodinâmica, de ventilação invasiva e de uma equipe bem municiada tanto de material de proteção quanto de suporte à vida".

Em parte, o Hospital da Irmandade de Nossa Senhora das Graças conseguiu suprir essas necessidades ao receber monitores, laringoscópios, outros aparelhos hospitalares diversos e milhares de EPIs da campanha #TodoCuidadoConta. A iniciativa, da Raia Drogasil, vem destinando R$ 25 milhões para ajudar 50 hospitais do país a tratar os pacientes de COVID-19.

"Quando a pandemia foi anunciada, estávamos aterrorizados pelo medo de faltar material e haver desassistência", lembra o médico intensivista. "Essa doação foi essencial para nos dar tranquilidade para trabalhar". Colega de Aloísio na UTI, o coordenador de enfermagem Bruno Leroy reforça a importância dos equipamentos. "O maior desafio da minha carreira foi montar essa UTI e colocá-la para funcionar. Esses aparelhos tornaram isso possível com excelência".

Margarida, a esposa de Arilson, concorda. "A assistência, os médicos, as enfermeiras, todo o tratamento foi muito bom", diz. Arilson acrescenta: "Essa doação foi importante demais, o hospital precisa. E tudo o que fizeram não teve custo pra mim, não paguei nada".

"Quando a pandemia foi anunciada, estávamos aterrorizados pelo medo de faltar material e haver desassistência. Essa doação foi essencial para nos dar tranquilidade para trabalhar"

SAIBA MAIS SOBRE ESSA DOAÇÃO

Hospital Nossa Senhora das Graças

Sete Lagoas MG

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