Monitores doados facilitam e agilizam o trabalho de profissionais na Santa Casa de Maringá em momento crítico

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A médica Ellen Andressa Barbosa diz que a pandemia impôs uma alta demanda por profissionais na UTI

A médica Ellen Andressa Barbosa diz que a pandemia impôs uma alta demanda por profissionais na UTI

Monitores doados facilitam e agilizam o trabalho de profissionais na Santa Casa de Maringá em momento crítico

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Acompanhado da esposa e das duas filhas, o mecânico Ronaldo Assis dos Santos, de 40 anos, saiu da paranaense Sarandi, vizinha a Maringá, para buscar os sogros no interior do Mato Grosso do Sul. Apesar da longa jornada, o percurso foi tranquilo. Dias depois estavam todos com COVID-19, e Ronaldo, entre a vida e a morte.

"Começou com dor de garganta, dor no corpo e febre. Fiquei internado por quatro dias, melhorei e tive alta, mas depois de outros quatro dias voltei direto para a UTI", lembra Ronaldo. Na segunda internação, a falta de ar se acentuou e ele soube que seria intubado. "Pedi chorando para ver as minhas filhas. Fiquei com muito medo".

Casos como o de Ronaldo, com uma suposta melhora seguida de rápida deterioração do quadro clínico, ocorrem com frequência na COVID-19. "São os pacientes mais difíceis e complexos que já encontrei em 10 anos de UTI", diz a médica Ellen Andressa Barbosa, coordenadora da UTI da Santa Casa de Maringá, onde Ronaldo ficou internado. "Se você tratar um paciente de COVID-19 como se estivesse tratando um paciente de outra patologia com os mesmos sintomas, terá uma resposta totalmente diferente", explica.

Ellen diz que a pandemia impôs uma alta demanda por profissionais na UTI, levando o hospital a transferir trabalhadores de outras alas. Para orientar os novos intensivistas sem sobrecarregar os mais experientes, era crucial que os equipamentos funcionassem perfeitamente. E por isso as doações foram tão importantes.

Como parte da campanha #TodoCuidadoConta, a Raia Drogasil doou à Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Maringá recursos para a compra de 24 monitores multiparâmetros, além de 4.000 máscaras de proteção e outros suprimentos. Ao todo, 50 hospitais do país estão sendo beneficiados pela ação, que destinará R$ 25 milhões para o enfrentamento da COVID-19.

"Foi a primeira vez que conseguimos comprar todos os monitores iguais – e monitores que a gente pôde escolher, modernos, completos, com recursos que os nossos não têm", diz a médica Ellen. "Isso muda totalmente o que eu posso fazer e o tempo que levo para tomar decisões".

Após 12 dias sedado, Ronaldo saiu da ventilação mecânica e recebeu alta em julho. "Ao sair do hospital, senti uma gratidão imensa de poder voltar para casa e rever as minhas filhas", recorda. "A doação da Raia Drogasil não é simplesmente uma ajuda financeira, é um ato de amor extremo. É uma campanha para dar o bem mais valioso que as pessoas têm: a vida".

"Foi a primeira vez que conseguimos comprar todos os monitores iguais – e monitores que a gente pôde escolher, modernos, completos, com recursos que os nossos não têm"

SAIBA MAIS SOBRE ESSA DOAÇÃO

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