Santa Casa de Pelotas se fortalece e ajuda hospitais sobrecarregados pela COVID-19

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A gestora hospitalar Mauren Wenzke diz que a COVID-19 gerou uma "situação de calamidade pública na saúde" do município

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Em uma pandemia, o sistema de saúde como um todo precisa se unir. Nesse cenário, alguns hospitais recebem a missão de ser referência para COVID-19, enquanto outros são escolhidos para atender pacientes com outras doenças. A separação é importante para liberar mais leitos para COVID-19 em centros de referência, que podem estar abarrotados, além de permitir uma maior segurança para pacientes de outras enfermidades, muitos com o sistema imunológico já debilitado.

Mas estar "na retaguarda" em uma pandemia não significa ter um papel menos importante na hora de salvar vidas. Esse é o caso da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas (RS), única referência de serviço de alta complexidade em traumatologia da cidade.

"O coronavírus gerou uma situação de calamidade pública na saúde de todo o município", explica Mauren Wenzke, responsável pelo setor de Projetos da Santa Casa. "Cedemos várias áreas físicas para que outro hospital atendesse somente os pacientes da COVID-19, enquanto nossa instituição ficou de retaguarda".

A enfermeira Larissa Teixeira conta que o fluxo de pacientes aumentou muito, e a instituição precisou se adequar

Não demorou muito, porém, para que essa sinergia estratégica enfrentasse dificuldades. "O atendimento dos pacientes de outras patologias aumentou muito e, para dar conta desse fluxo, a instituição teve que realizar adequações", conta Larissa Teixeira, enfermeira da unidade cirúrgica adulta do hospital.

Para fazer frente a esse aumento, a Santa Casa, que é uma entidade filantrópica, precisou recorrer a doações. A maior delas chegou pelo programa #TodoCuidadoConta, da Raia Drogasil. O apoio permitiu que o hospital comprasse duas mesas cirúrgicas, dois aparelhos de anestesia, oxímetros de mesa e dezenas de milhares de máscaras e outros equipamentos de proteção individual. Em todo o país, a ação da RD vem destinando R$ 25 milhões a 50 hospitais envolvidos no enfrentamento da pandemia.

"Os itens estão ajudando os profissionais a se prevenir do contágio do coronavírus, e a instituição a qualificar seu Parque Tecnológico, utilizado em procedimentos para toda a população do município", enfatiza Mauren, a gestora de projetos da Santa Casa.

"São equipamentos essenciais para muitos doentes e que garantem o bom andamento das cirurgias", diz a enfermeira Larissa. "Os EPIs, além dos benefícios aos colaboradores, passam mais segurança aos pacientes, que notam a preocupação do hospital em não oferecer riscos de transmissão de doenças", conclui.

"São equipamentos essenciais para muitos doentes e que garantem o bom andamento das cirurgias"

SAIBA MAIS SOBRE ESSA DOAÇÃO

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