Hospital de Bragança Paulista recebe doação e compra aparelhos essenciais para pacientes de COVID-19

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O médico Thiago Filiponi afirma que ele e seus colegas estão vivendo "o maior desafio" das suas carreiras

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Hospital de Bragança Paulista recebe doação e compra aparelhos essenciais para pacientes de COVID-19

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Qual é a cura para uma doença que se manifesta de diferentes formas, geralmente atacando o pulmão, mas podendo comprometer outros órgãos vitais, como rins, coração e cérebro? "Hoje, não existe um remédio específico para combater a COVID-19. O que faz a diferença são as medidas de suporte", diz o nefrologista e médico intensivista Thiago Filiponi.

Responsável tanto pela UTI de COVID-19 quanto pela UTI convencional do Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus, em Bragança Paulista (SP), Thiago depende de uma série de aparelhos para ter êxito em sua luta diária contra a doença. "Precisamos, por exemplo, de ventiladores para os pacientes com síndrome respiratória e de máquinas de diálise para aqueles que desenvolvem insuficiência renal", explica.

No início da pandemia, havia um temor de que o hospital não conseguiria absorver o aumento da demanda. "Para nos preparar, abrimos uma UTI exclusiva para COVID-19 com 10 leitos, sem mexer nos 20 leitos da UTI principal, que continuou recebendo pacientes de traumas, cirurgias cardíacas, oncológicas e de outras doenças", conta Thiago.

A ampliação da estrutura foi possível graças aos convênios entre o hospital e o poder público municipal, estadual e federal – mas não só. Uma parte importante dos recursos veio de doações, como a realizada pelo programa #TodoCuidadoConta, da Raia Drogasil. A campanha está apoiando 50 hospitais na linha de frente do combate à COVID-19 com o aporte de R$ 25 milhões.

Com o valor recebido, o Hospital Universitário de Bragança adquiriu itens essenciais para o tratamento da COVID-19, como um ventilador pulmonar, uma máquina de hemodiálise e um aparelho de anestesia, além de dezenas de milhares de aventais, luvas e máscaras descartáveis.

Segundo Maria Luísa Soares, responsável técnica de enfermagem do hospital, obter os equipamentos de proteção individual que estavam em escassez no mercado foi um dos principais desafios. Por isso as doações desses materiais foram tão essenciais. "Esse gesto foi de fundamental importância. Demonstra os princípios de solidariedade social que constituem a empatia com o próximo e são a base do Sistema Único de Saúde (SUS)", avalia.

"Estamos no maior desafio de nossas carreiras", diz o intensivista Thiago. "É um stress físico e mental, com muitos médicos e enfermeiros dobrando a carga horária, sem falar dos fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos... Sem as doações, não seria possível enfrentar essa batalha da maneira como temos enfrentado. Tanto a sociedade civil, que foi solidária em nos ajudar, quanto nós, profissionais de saúde, estamos fazendo parte da história."

"Tanto a sociedade civil, que foi solidária em nos ajudar, quanto nós, profissionais de saúde, estamos fazendo parte da história."

SAIBA MAIS SOBRE ESSA DOAÇÃO

Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus

Bragança Paulista SP

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