Santa Casa de Piracicaba recebe ventiladores e monitores imprescindíveis aos pacientes graves de COVID-19

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A cuidadora de idosos Rita de Cassia Gardin Almeida, 53, ainda se recupera das sequelas da COVID-19

A cuidadora de idosos Rita de Cassia Gardin Almeida, 53, ainda se recupera das sequelas da COVID-19

Santa Casa de Piracicaba recebe ventiladores e monitores imprescindíveis aos pacientes graves de COVID-19

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"Viver cada dia como se fosse o último." O mantra mais repetido pelos sobreviventes de quadros graves de COVID-19 virou o lema da cuidadora de idosos Rita de Cassia Gardin Almeida, 53 anos. Contaminada no trabalho, Rita começou a sentir febre, dor de cabeça e cansaço no final de setembro de 2020. Em apenas cinco dias, desenvolveu uma pneumonia causada pelo coronavírus.

Tratada com antibiótico e corticoide, ela piorou e ficou internada por duas semanas na UTI da Santa Casa de Piracicaba (SP), cidade onde vive. Intubada por seis dias, Rita sofreu o martírio típico imposto pela COVID-19. "Respirando por aparelho, eu recebia drogas vasoativas, bloqueadores e sedativos, era pronada com frequência para melhorar o pulmão, fazia fisioterapia respiratória e motora e recebia alimentação por sonda", conta.

Mesmo após a extubação, Rita continuou recebendo oxigênio por uma máscara e fazendo fisioterapia. "Tive o acompanhamento de uma fonoaudióloga para reaprender a falar e comer, e até hoje faço fisioterapia motora e respiratória", diz.

Médico da UTI de COVID-19 da Santa Casa, Rafael Angelo Tineli conta que a chegada da pandemia modificou práticas, fluxos e setores do hospital para que a resposta fosse à altura do aumento da demanda. "Para reduzir a transmissibilidade viral, distanciamos os pacientes em espera por atendimento, distribuindo pagers a eles, determinamos a obrigatoriedade do uso de máscara antes mesmo da recomendação da OMS e implantamos equipamentos de filtragem de ar nas alas de COVID-19", conta.

O médico Rafael Angelo Tineli (na foto, com sua família) diz que a pandemia desafiou o SUS, que precisa de mais investimentos

O caráter emergencial das medidas, porém, faz Rafael pedir políticas públicas mais comprometidas com a área de saúde. "Nosso sistema foi desafiado e isso demanda mudanças estruturais que só podem ser realizadas com investimentos mais robustos em pesquisa, tecnologia e qualificação dos serviços", diz.

Enquanto as mudanças não acontecem, a Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba vem recebendo doações da iniciativa privada. A maior delas, da Raia Drogasil, entregou à instituição recursos para a compra de ventiladores mecânicos, monitores multiparâmetros e milhares de EPIs. A iniciativa é parte da campanha #TodoCuidadoConta, que está destinando R$ 25 milhões a 50 hospitais do país para o tratamento dos pacientes com COVID-19.

"Esses insumos ajudam a reduzir a transmissão do vírus e entram na assistência direta aos pacientes por meio da ventilação mecânica e da monitorização hemodinâmica", diz o médico intensivista. Quase recuperada, Rita agradece "a Deus pelo milagre da ressurreição" e estende suas orações aos doadores dos recursos. "Que continuem abençoados! Precisamos de pessoas generosas assim."

"Que os doadores continuem abençoados! Precisamos de pessoas generosas assim."

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