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Enfermeira se cura e volta a trabalhar em hospital de Aracaju, com equipamentos de proteção doados

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A fisioterapeuta Shirley Bittencourt diz que a pandemia tem sido uma fase de grande amadurecimento

A fisioterapeuta Shirley Bittencourt diz que a pandemia tem sido uma fase de grande amadurecimento

Enfermeira se cura e volta a trabalhar em hospital de Aracaju, com equipamentos de proteção doados

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Coordenadora do ambulatório do Hospital São José, em Aracaju, a enfermeira Gleize Mara Santos, 43 anos, tomou todas as precauções para atravessar a pandemia de COVID-19 sem ser contaminada pelo coronavírus. Como profissional de saúde, ela cansou de ver colegas afastados por causa da doença e sentiu de perto o sofrimento dos pacientes. Um dia, porém, chegou a vez dela sentir os sintomas.

"Tive tosse, que evoluiu para febre, cefaleia, diarreia e dor nas articulações. Com o teste positivo para coronavírus e nenhuma resposta do meu organismo ao tratamento em casa, fui internada", lembra, repetindo um roteiro vivido por milhares de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde neste ano. "Recebi alta em apenas uma semana e nem fui para a UTI, mas nunca havia sentido nada igual. Tive muito medo de não resistir", afirma.

A enfermeira Gleize Mara Santos, 43, foi internada no hospital em que trabalha e cuidada por colegas

Durante a internação, Gleize conta ter recebido o protocolo completo de medicação para COVID-19 – antibióticos, anticoagulantes, corticoides, antitérmicos –, mas sente que os exercícios respiratórios que realizava em todos os turnos foram especialmente importantes. Responsável técnica pelo serviço de fisioterapia do hospital (consequentemente, pelo tratamento físico de Gleize), Shirley Bittencourt analisa o momento como uma fase de grande amadurecimento pessoal e profissional.

"Integrar a equipe que montou a UTI e a enfermaria de COVID-19, ajudar na seleção de profissionais para atuar na pandemia, realizar treinamentos exaustivos com toda a equipe e, ainda, lidar com o medo de adoecer e levar o vírus pra casa se revelaram um enorme desafio. Tenho orgulho de ter participado disso", conta Shirley.

Além de contar com o trabalho e a união da equipe médica, o hospital também recebeu o apoio da campanha #TodoCuidadoConta. Criada pela Raia Drogasil, a ação vem destinando R$ 25 milhões para ajudar 50 hospitais do país a combater a pandemia. Com a sua parte dos recursos, o Hospital São José adquiriu monitores multiparâmetros, respiradores, oxímetros e centenas de luvas, toucas e aventais descartáveis.

"Somos um hospital filantrópico com 80% da arrecadação vinda do SUS, por isso uma ajuda como essa é incalculável. As doações permitem que prestemos uma assistência de qualidade, respeitando as normas da OMS, sem colocar em risco a integridade física dos profissionais", afirma a fisioterapeuta. "Existirá uma vida pós-COVID-19, e o que se adquiriu por conta da pandemia continuará sendo utilizado para salvar cada vez mais vidas. Isso é grandioso!".

"Somos um hospital filantrópico com 80% da arrecadação vinda do SUS, por isso uma ajuda como essa é incalculável"

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