Aparelhos doados à Santa Casa de Anápolis monitoram gestantes e bebês com COVID-19

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A enfermeira Glayciane Ribeiro diz que a doação da RD é muito importante para hospitais filantrópicos.

A enfermeira Glayciane Ribeiro diz que a doação da RD é muito importante para hospitais filantrópicos.

Aparelhos doados à Santa Casa de Anápolis monitoram gestantes e bebês com COVID-19

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Apesar de passar o Natal com algumas sequelas da COVID-19, como a perda do paladar, a analista contábil Marly Lucas Pereira Navis, de 44 anos, se sentia grata por estar na companhia do filho, Nicolas. O bebê, nascido semanas antes, ficou separado da mãe nos primeiros dez dias de vida.

Nicolas nasceu em 3 de dezembro de 2020 e foi imediatamente levado da mãe, que estava com COVID-19. Com falta de ar, Marly precisou ser internada na 38ª semana de gestação, e seguiu direto para a cesárea, a fim de reduzir os riscos para mãe e filho.

"Nem vi meu bebê no momento do parto. Foi horrível... Eu chorava todas as noites. Só via as fotos que meu esposo me enviava", lembra Marly, que ficou uma semana internada na Santa Casa de Anápolis, cidade do interior goiano onde mora.

Com teste negativo para COVID-19, Nicolas ficou na UTI neonatal da Santa Casa, que funcionou como berçário, enquanto a mãe se recuperava no isolamento do hospital e depois em casa. "Não consegui ninguém para cuidar dele: minha mãe, minha sogra e a família do meu esposo também estavam com COVID-19", conta Marly.

Para cuidar de casos como o da gestante, a Santa Casa de Anápolis recebeu uma importante ajuda da Raia Drogasil. Por meio de sua campanha #TodoCuidadoConta, a empresa doou ao hospital recursos para a compra de aparelhos essenciais para o monitoramento de gestações de risco e patologias graves. A iniciativa vem destinando R$ 25 milhões a 50 instituições de saúde do país para o combate à COVID-19.

"Os monitores doados nos permitem acompanhar os sinais vitais dos pacientes de maior gravidade, sobretudo as gestantes e puérperas acometidas com a COVID-19", diz a enfermeira Glayciane Ribeiro. "Com o cardiotocógrafo, podemos monitorar a vitalidade fetal e, se necessário, fazer um parto prematuro e salvar mãe e bebê", explica.

Glayciane diz que o sucateamento da saúde em hospitais filantrópicos que dependem do SUS cria dificuldades para a aquisição de equipamentos com qualidade, segurança e eficiência para tratar os pacientes. "Nosso sentimento é de gratidão pela parceria da Raia Drogasil em prol do cuidado da população menos favorecida que nos busca", diz.

Com Nicolas nos braços, Marly está recuperando o tempo perdido. "É uma verdadeira terapia pra mim, depois de tanto sufoco e angústia. Estou curtindo bastante meu bebê", conta. "Você só sabe o quanto a COVID-19 é grave quando passa pelo processo. E só quem passa sabe a importância de uma doação como essa. Ao receber alta, tive a sensação de nascer de novo."

"Você só sabe o quanto a COVID-19 é grave quando passa pelo processo. E só quem passa sabe a importância de uma doação como essa."

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